quarta-feira, 15 de junho de 2011

um provável fim dos comentários


Eu to com a seguinte ideia: escrever as histórias que eu tenho com os leitores que comentam seguidamente (ou nem tanto) as coisas que eu escrevo por aqui. Com a mais crua honestidade.

Como se a história dissesse aquilo que em geral não se diz e que morre nos ouvidos do pensamento. Coisas do tipo “conheci a fulana no mercado, então transamos uma vez na situação X” ou “o tal cara tem uma barriga asquerosa e consegue viver sorrindo o dia todo”. Só que pra isso preciso da permissão de cada um desses leitores.

Essa experiência de escrever num espaço em que as pessoas podem ler o que escrevemos em um completo anonimato, é uma experiência da curiosidade. Esse contador de visitas é uma coisa de gente vaidosa, que fica computando o número de visitas aqui no blog, sempre demonstra quantas pessoas estiveram aqui para entrar nos meus vômitos organizados em frases e palavras. Eu ainda não entendo porque tratamos tão mal a vaidade.
Lembro da história e só consigo achar a desculpa de que na idade média os nossos ancestrais do ocidente viraram uns maria-vai-com-as-outras atrás de Deus e da igreja católica. Eu nem sei porque direito, mas eu não vou com a cara da igreja católica.

E já não sou mais ateu. Domesticados a não pensar, já que a verdade pertencia a alguma coisa fora deles mesmos, os camponeses nasciam e cresciam domesticados a permanecer num permanente estado de submissão.

Depois o Nietzsche ficou puto da cara com essa história e jogou a merda no ventilador dizendo que a gente deveria colocar o pau na mesa, não como homens, mas como um humano que não seja demasiado humano. Aí a gente começou a mostrar o pau da nossa humanidade.

E aí começou a merda da competição e, depois, da vaidade. Desde que a idade média terminou estamos comparando o tamanho dos nossos paus com os colegas do lado no mictório. O que tiver o pau maior vai achar que venceu.

Isso que acontecia e até hoje acontece com essa “briga” pelo pau maior, desenvolveu outras brigas por vaidade que estimularam a eterna vontade de vencer (de quem?!).

O Nietzsche que percebeu isso escreveu então a teoria da vontade de potência, que alguns livros chamam de vontade de poder porque os tradutores acham charmoso discutir sobre a “real” tradução de alguma merda de palavra.

Desde que o Nietzsche morreu que eu nem sei quando foi, até hoje, não avançamos NADA em relação à isso.

Pelo menos nós aqui do Ocidente. Seja potência ou poder, a questão é que o Nietzsche falou: “isso é normal minha gente, então temos que deixar que o nosso normal não fique escondido em nós mesmos!”. Ainda não entendemos isso! Vamos lá minha gente! Vamos entender a partir de HOJE, COMBINADO?

Se quiser continuar com a fantasia de fantoche dos dedos, me escreva um email pra que eu possa mandar você à merda com letras GARRAFAIS. Se você pôde rir, ainda que tenha sido com o canto da boca, é porque está salvo. HÁ-HÁ-HÁ (!¿W!:::?¿?¿?¿).

Gosto de dialogar com vocês, confesso. Me divirto, sozinho, aqui com meu vinho, uma terapia. E não pago nada pra vocês. Uma terapia barata e doente. Sobre o que eu tava falando lá em cima mesmo (peraí, deixa eu voltar lá pra ler, depois volto aqui e continuo). Bom, agora perdi a paciência e vou dormir.

Acho que a Clarice Lispector fumava maconha. Só pode. E agora eu acho que o amparador vai embora. Só pode. É assim que as mentiras se propagam.

p. s. comentadores habituais e não habituais, digam aí se eu posso escrever essas histórias cruas. Se ficarem quietos vou entender como permissão. E daí vou escrever se tiver com paciência.



13 comentários:

  1. Hehehehehehe!!!
    Genial!
    Meu "velho" amigo (ouso chamá-lo!), estas são as "palavra do senhor", rssssss!!!
    Parabéns por este espaço.
    Fraterno abraço
    ...

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  2. Bah anônimo, não lembro de ti. Ando com a memória ruim! hahaha
    Todo silêncio será tido por concordância. Depois se eu tiver com saco, aguardem as minhocas.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Acho legal você falar o que pensa e o que tem vontade, são poucas, ou seja pouquíssimas pessoas que tem a sua criatividade.
    Parabéns Paulo, você é uma virtude, você é invejável!
    Grande Abraço!

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  5. Ratoncito Colorado16 de junho de 2011 14:10

    A história não se lembra dos fracos, meu nobre amigo!

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  6. eu sou um soldado que luta pela honestidade libertária. Brigado pelos elogios Juli, sempre são bons desde que não façam a gente cair do cavalo. E isso é problema de quem os recebe.

    Grande verdade em poucas palavras mi querido Ratoncito Colorao, hermano de mi tierra!

    Saludos

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  7. :):D Apesar de ter dito que era só silenciar, digo que a permissão tá concedida!

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  8. Sou completamente PARTIDARIO da tese.

    ROMANCIZE e ENTREGUE essa galera pras cobras. haha!

    PS: na falta de historias - ex: eu - INVENTE e DIFAME.

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  9. Honestidade é o que não falta pra ti, gosto muito do que escreve! São verdades que muitos não tem coragem de admitir! abraços

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  10. Que merda hein, perdi um pouco do ímpeto inicial. Gabito, vo difmar geral e meter a culpa em ti velho!

    Valeu meninas! beijo

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  11. Clarice na maconha e tu no vinho de pêssego, né, Paulinho?!?! hahahah
    Eu é que me divirto contigo!
    Saudades!
    Beijos!
    P.S.: Ainda bem que não tem nenhuma história minha por aí! hahahahah

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  12. Permissão concedida...e "segue o baile meu camarada!!!". Um pouco de inteligência nestas longas noites de inverno...

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  13. Ah o vinho tomo qualquer um, em qualquer copo Lu, pra desespero das mulheres que acreditam em príncipe encantado. Pelo pouco que lembro os de pêssego dão uma dor de cabeça fodida no dia seguinte. Mas a sensação de ressurreição é interessante com uma ressaca.

    Vou contar toda tua história amigo Anônimo, mesmo sem fazer ideia de quem se trata.

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