segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O BISPO E A TORRE







Um mês sem sexo.
Ela vinha pela orla,
puxada pelo cachorro enorme que se fazia de cachorro pra ficar perto dela.
O cachorro era forte, desses grandes,
grandes e espertos.
Com uns solavancos de coleira,
gerava nela uns trancos de corpo,
e com eles uma dança naqueles peitos que eram um artifício da medicina para que o número de estupros aumentasse.
Usava um tênis de fazer caminhada na praia com um cachorro.
Um short curto, desses que deixam o fim do mundo mais distante e comprido.
Uma mini-blusa vermelha, essa cor mestra de todos os pecados do mundo humano.
Usava também uma cintura fina por fora e fértil por dentro.
Comentamos:
- Bah, gostosa.
Depois avancei duas casas com o bispo, de um modo a ameaçar a torre preta.

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